Durante a década de 1930, a África do Sul produzia uma grande quantidade de carne
ovina, originária principalmente de raças africanas, incluindo a Blackhead Pesian
(cabeça preta) conhecida no Brasil como Somalis. Parte dessa produção era exportada
para Inglaterra. Mas, em pouco tempo, devido ao excesso de gordura que as carcaças
destas raças apresentavam, foi preterida pela carne ovina produzida pela Nova Zelândia.
Diante deste fato, governo e produtores decidiram importar raças especializadas
na produção de carne, dentre elas a South Down Hampshire Down, Border Leicester,
Suffolk e Dorset Horn para produzirem carcaças mais aceitáveis não somente para
as donas de casas Sul-africanas, como também visando o mercado externo. Assim,
ovelhas de varias raças; corno a Afrikaner Merino e Blackhead Persian foram
cruzadas com reprodutores dessas raças, em estações experimentais e em rebanhos
privados. Dentre esses cruzamentos, o que obteve mais sucesso foi aquele entre a
raça Dorset Hom x Bleakhead Persian. Os cordeiros produtos deste cruzamento
cresciam mais rápido e apresentavam carcaças mais musculosas ao abate e as fêmeas,
geralmente, não apresentavam problemas de estacionalidade reprodutiva.
A partir de 1946 teve inicio realmente o projeto de desenvolvimento da raça
Dorper, entretanto, o nome e a cor de pelagem preferida na nova raça dividiram
os criadores Sul-africanos. Alguns preferiam animais totalmente brancos
denominando-os de Dorsian, enquanto outros, na sua grande maioria, preferiam
animais de pelagens brancas com a cabeça preta, a pele bem pigmentada e que
eles denominaram de Dorper.
Fonte: Livro, OVINOS DE CORTE A RAÇA DORPER
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